sexta-feira, 26 de março de 2010

Porque por ti eu vou sempre lutar

Merece.
A luta vale a pena.
A liberdade respira e lamenta a tua desistência.
Mais vai e vem, serena.
Tu morres entretanto, no sufoco
De perder aquilo que nunca chegaste a ter,
Muito, nada, ou muito pouco.
As armas estão erguidas e o céu sorri.
O futuro pertence aos teus olhos,
E tu nunca vens nem voltas.
Ancorada em ti, arrastas a saudade
Daqueles que nessa luta nunca desistem.
Remota.
A terra ergue o pó nos teus ombros.
E tu sopras, além do peso da tua morte.
O sonho vai além do futuro e esgota.
Reserva-te o mundo e morres atrás
Do aço da bala que não vales
Mas que te faz valer.
Soldado, alcanças a paz
E morres,
Na paisagem limitada e amena
Inerte, como se pela liberdade,
Nunca valesse a pena viver.
Amar-te é muito mais do que amar.
Mereces a pena.
Então rastejo. É justo lutar.
E é nobre morrer.

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